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16/05/2025 Secretaria Municipal de Turismo e Cultura

Rota dos Capitéis tem sinalização turística padronizada e acessível

O percurso conta com placas de cabeçalho brancas e amarelas para sinalização das vias regionais e rotas circulares

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A Rota dos Capitéis celebra o legado da imigração italiana no sul do Brasil, resgatando a espiritualidade e a perseverança dos primeiros colonizadores que ajudaram a moldar a identidade da região. Seus trechos estão preparados para receber caminhantes, ciclistas e veículos motorizados. 

Apesar das rotas de cicloturismo e veículos motorizados serem iguais na maior parte, há trechos em que eles se separam. Essas mudanças são apontadas pela sinalização viária.

As vias regionais, que ligam os municípios, são identificadas por placas de cabeçalho branco e códigos como T1 e T2. Já os percursos internos de cada cidade — as rotas circulares — usam placas de fundo amarelo, sinalizadas com a letra R seguida de números. 

Segundo a turismóloga do município, Melina Casagrande, a sinalização ao longo dos percursos tem como objetivo orientar caminhantes e ciclistas durante o trajeto. “As placas seguem as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e fornecem informações sobre a severidade do ambiente, a navegação do percurso, as condições do terreno e o nível de esforço físico exigido. Todo o trajeto será devidamente sinalizado com placas de orientação para garantir a segurança e a melhor experiência do turista”, destaca.

Além da orientação de percurso, a sinalização inclui alertas de segurança, como atenção a ciclistas e risco de abertura de portas, além de painéis interpretativos que destacam elementos culturais da paisagem, como capelas, grutas e igrejas. Também há pontos indicados para registro fotográfico, valorizando o patrimônio local.

A integração entre mobilidade, cultura e turismo sustentável torna a Rota dos Capitéis um projeto modelo na preservação da história e na promoção do desenvolvimento regional.

História dos capitéis

Para manter viva a sua devoção, esses imigrantes erguiam pequenos oratórios – os Capittelos – construídos em madeira ou em pedras, posicionados ao longo de estradas, caminhos e plantações, para onde as famílias se direcionavam no fim do dia ou aos finais de semana para expressar a sua espiritualidade.

Com o passar do tempo, essas estruturas deram origem a capelas e igrejas, testemunhando a força da fé na construção das comunidades. Hoje, municípios como Garibaldi, Carlos Barbosa, Bento Gonçalves, entre outros, unem-se para dar vida à Rota dos Capitéis – um percurso que reconecta a história e tradição dos caminhos da imigração italiana.

Fotos: Samuel Arioli

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