Prefeitura Municipal de Garibaldi

Município de Garibaldi

Passadas - Arquitetura do Olhar

Passadas - Arquitetura do Olhar
Passadas - Arquitetura do Olhar

Italianos, franceses, sírios, tropeiros mascates e artesãos experimentaram o florescimento do comércio em uma das principais estradas do sul do país - a Rua Buarque de Macedo, responsável pelo acesso das levas de imigrantes às suas terras e uma das mais importantes vias de ligação das colônias do oeste da serra com a capital do estado.
O resultado dessa trajetória de sucesso está presente nos 35 exemplares de construções que se estendem ao longo da Buarque e ruas adjacentes que compõem o Roteiro Passadas. Os anseios, as projeções, venturas e desventuras, encontram-se ali, nas fachadas dos prédios, e ali esperam serem despertadas do seu sono de sonhos.   
 O Roteiro Passadas oferece a oportunidade de nos encontramos nos gestos do outro, de nos recriarmos através da história do outro, porque o brilho dos olhos de quem traz as passadas ilumina as faces eternizadas nas fachadas centenárias.  
Elas, com seu sorriso de pedra, entregam-se a um diálogo mudo. Sabe-se que quem é tocado pelo seu olhar torna-se refém da sua magia e da certeza de que, sim, é possível imortalizar-se.
Através do Passadas, o visitante é convidado a mergulhar nesse mundo de simbologia, expressividade e história em um passeio guiado, que pode ser feito a pé ou de Tim Tim  - caminhão GMC de 1944, adaptado para o transporte de turistas.
Quem traz as passadas ilumina as faces eternizadas nas fachadas centenárias.

Casa Deconto – 1920 

Construída pela família de Ângelo Paganelli para residência e comércio. A parte térrea sediou inicialmente um armazém de secos e molhados, loja de tecidos e o Café Paganelli. Em 1930 os irmãos Deconto adquiriram o prédio e seguiram com o ponto de comércio e residência. Parte do prédio, na Rua Borges de Medeiros, foi ampliada em 1937.

Prédio Museu e Arquivo Histórico – 1884 

O prédio original – de madeira - abrigava a “Societá Italiana de Mútuo Soccorso Stella D'Italia”. Foi substituído pelo de alvenaria, feito em duas etapas –1884 e 1892. Em 1913 abrigava um hospital, e em 1914 – início da I Guerra Mundial - foi entregue ao Governo Italiano. Em 1939 teve seu acervo e parte do prédio incendiado. O Museu foi inaugurado em 1985.

Mansão Mazzini – 1921 

Idealizada pelo engenheiro e proprietário Agostinho Mazzini, com traços do Renascentismo Italiano. Em uma profusão de elementos decorativos, no alto da fachada foi colocado o brasão da família Mazzini. A única filha, Adelina, deixou testamento em que manifesta desejo de manter a propriedade por seis gerações ou transformá-la em museu.

Casa de Veraneio Mazzini

Edificação de apoio à Mansão Mazzini. Térrea de madeira, com telhado em duas águas com cobertura de telhas cerâmicas. Possui lambrequins na fachada lateral e sótão sustentado por mãos-francesas se projetando sobre o passeio.

Bar da Sabedoria – 1930 

O tradicional estabelecimento sempre funcionou como bar e armazém.  Em outras épocas a conversa seguia noite adentro embalada por bandoneon e violão.  O nome - sugestão de clientes - homenageia os grandes “pensadores” do bar e a função de “saber de tudo e de todos”.

Capela dos Capuchinhos – 1931 

Projetada por Agostinho Mazzini, foi inspirada em um templo francês, país sede dos Capuchinhos que fundaram em Garibaldi a primeira Província Capuchinha do Rio Grande do Sul. Apresenta nave central com rosácea e duas naves laterais.

Casa Koff Nehme – 1923 

Projetada pelo engenheiro Valentim Maffaziolli a pedido do primeiro proprietário, André Pedro Koff. O detalhe ornamental faz alusão a Mercúrio, Deus do Comércio na mitologia romana. Em 1955, foi adquirido por João Nehme, também comerciante.

Casa Déco 

A Casa Déco forma um conjunto no mesmo estilo com o Café Luna Park. Apresenta acesso marcado por paredes curvas, quatro janelas agrupadas em dois conjuntos com friso, que se prolonga na platibanda. Possui frisos na horizontal e, na platibanda, adornos geométricos característicos do estilo que surgiu na década de 1920 e se disseminou no Brasil principalmente nos anos 1930 e 1940.

Casa Comunello - início do séc. XX 

O primeiro proprietário da Casa Comunello foi Antônio Carlotto. O prédio foi vendido para a família Wolf que abriu no piso inferior um café com bar e jogos de bilhar. A parte superior, que apresenta sacada com gradil de ferro, servia como moradia. Mais tarde, Antônio Comunello instalou o Café Comunello, ponto de encontro da sociedade da época.

Casa Bellini - 1956 

O ofício de ourivesaria foi trazido da Itália pela família Bellini, que além da joalheria, instalou nos fundos da atual construção a “Fundição de Sino João Bellini”, de 1885 a 1954. A atual edificação foi a primeira no estilo modernista em Garibaldi.

Café Luna Park – 1936 

O Café Luna Park foi idealizado por Antônio Comunello, que teve vários outros cafés na cidade. O estabelecimento sempre foi um importante ponto de encontro da sociedade local. Era bastante frequentado por mulheres, em uma época em que este não era um hábito comum na maioria das pequenas cidades brasileiras.

Casa Família Carlotto - 1900

O sobrado de alvenaria foi construído em 1900 por Antônio Carlotto, vindo de Udine (Itália). O prédio serviu para comércio de tecidos, secos e molhados e produtos coloniais, que eram revendidos em Porto Alegre. A partir de 1938, passou a sediar o Banco da Província.

Casa Zamboni – 1899 

Cirilo Zamboni era fotógrafo e chegou com o primeiro grupo de imigrantes italianos em Conde D'Eu. Ao construir este prédio instalou uma tipografia e uma papelaria, além da residência.

União de Moços Católicos – 1936 

Foi fundada sob o lema “Deus e Pátria” e com o propósito de “reunir moços católicos; propagar a religião; defender a Igreja; trabalhar em auxílio das obras católicas e sociais; desenvolver a cultura, o esporte e o recreio”. É a mais antiga sociedade do gênero fundada em Garibaldi.

Casa Fortunato Chesini – 1932 

Nesta casa foi fundada a Cooperativa Vinícola Garibaldi, onde teve início a elaboração e engarrafamento de vinhos. Conserva ainda o porão usado para a atividade vinícola.

Casa Antonio Koff -1923 

Antonio, com o irmão André Pedro e o amigo Moisés Mereb vieram da Síria para Garibaldi no início do século XX. Comerciavam tecidos e confecções por toda a região e, após alcançarem um considerável capital, fixaram seus estabelecimentos em amplas construções no centro da cidade.

Casa Branchi - 1920 

Construída por Vicente Branchi para residência da família. Com o passar do tempo, a parte da frente passou a servir para comércio e serviços. Foi loja de calçados, agência do Banco da Província e Cartório de Notas e Registros.

Casa Ponzoni -1927 

Construída para residência e trabalho da Família Ponzoni. Nos fundos funcionava a marcenaria, que era especializada em móveis e esquadrias, e onde foram feitas, entre tantas outras, as portas e janelas da Mansão Mazzini.

Casa Giuseppe Sciessere – 1922 

A parte superior do prédio era a residência da família Sciessere e no piso inferior funcionava a ourivesaria de Ademir, filho de Giuseppe.

Casa de Pasto -1897 

Inicialmente o prédio foi hotel para descanso de tropeiros e mascates. Também foi o lugar das grandes festas e banquetes da cidade. No pátio com fonte d'água, ficavam os cavalos. Os proprietários - família Zorzi - abriram depois um café com jogos de bilhar e armazém de secos e molhados.

Casa Luigi Toniazzi – 1893 

Idealizado pelo Sr. Luigi - alfaiate - como uma cópia ampliada do prédio da família em Maróstica, Itália. No térreo ficava a alfaiataria, no primeiro andar a residência e no terceiro, um alojamento para aprendizes de alfaiate. O prédio sediou também a agência do Banco Pelotense.

Igreja Matriz São Pedro - 1924 

A construção da Igreja Matriz foi uma iniciativa do Frei Bruno de Guillonay. Inspirado em projeto encomendado na França, o engenheiro Agostinho Mazzini foi o responsável pela execução. Além da arquitetura com linhas góticas, destacam-se os vitrais coloridos, as pinturas murais, o altar artístico, a estatuária e seu imponente órgão de tubos. A Matriz é o mais importante símbolo de religiosidade de Garibaldi.

Pharmacia Providência -1900 

Foi mandado construir por Arduíno D´Arrigo para instalação de farmácia e residência da família. A sacada, com gradil de ferro, serviu de palanque para discursos de autoridades, destacando-se os de Getúlio Vargas e Borges de Medeiros.

Casa Grossi – 1889 

Prédio da família Grossi. Os tijolos utilizados - olaria própria - eram feitos com argila retirada das imediações e moldados nas formas. Em uma sala funcionou a Coletoria Estadual. O Sr. Henrique Grossi foi Intendente e o primeiro coletor estadual do município. O piso superior, após 1935, funcionou como extensão dos leitos do hospital do Dr. Júlio Motti, situado ao lado.

Antigo Hospital Motti - 1930 

Júlio Motti, médico de destaque por suas iniciativas humanitárias, atendeu até o início da I Guerra Mundial na Sociedade Stella d'Italia. Era metodista e sofreu perseguições dos poderes locais em boa parte de sua vida. Construiu este prédio e montou consultório, farmácia e hospital. No porão eram conservados os remédios fitoterápicos que manipulava com o auxílio do sogro Abramo Canini.

Casa das Gaiutas – 1897 

A Casa das Gaiutas - edificação térrea e geminada - apresenta pestanas e friso de volutas unindo as vergas das aberturas. Tem como particularidade as gaiutas, também conhecidas como mansardas ou águas-furtadas que são pequenas construções de madeira para iluminar e ventilar o sótão.

Casa Dal Bó -1895 

Este, foi o segundo prédio em alvenaria da cidade. Construído por Miguel Nejar, abrigou as irmãs de São José de Chambéry, vindas da França e que aqui começaram a lecionar em 1899. Funcionou também como farmácia e hospital. Após, foi comprado por Vicente Dal Bó – prefeito de 1935 a 1949 - e abrigou a prefeitura, delegacia e cadeia, até 1939.

Casa Californiana - Década de 50 

Residência típica dos anos 1950 construída no chamado estilo californiano, popularizado no sul do Brasil devido à influência dos países do Prata. Uma das características do estilo é a varanda em arco com prolongamento inclinado da parede e as pedras rústicas utilizadas como elementos decorativos.

Casa Paulo Chesini – 1924/27 

Construída inicialmente para uso residencial. Com o passar do tempo, o Sr. Paulo Chesini instalou serviços de bar e restaurante e, para o lazer, uma cancha de bocha em um barracão de madeira construído junto à casa.

Casa Sfoggia – 1925 

Construído pela família Pianezzola, funcionou como açougue por muitos anos. A família Sfoggia adquiriu a propriedade e continuou com o comércio de carnes. No alto do prédio havia uma cabeça de boi, simbolizando a atividade.

Casa Ambrósio Toniazzi  - início do séc. XX 

Prédio mandado construir por Ambrósio Toniazzi. Na parte dos fundos residia com a família e na frente funcionava uma barbearia e uma alfaiataria, comandada pelo Sr. João Pizzoli. O porão, em pedra basalto e arcos, abriga acervo de antigas sapatarias.

Casa Zoppas – 1930 

Antiga residência de José Zoppas, um dos primeiro fotógrafos do município. Aqui funcionava seu ateliê fotográfico e também uma joalheria.

Antiga Delegacia – 1923

O prédio sediou durante muitos anos a Delegacia de Polícia e o Presídio Municipal, situado no porão. Possui varanda frontal com colunas toscanas e o escudo da República aplicado em seu frontão.

Fotos

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